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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Professor americano vive num contentor do lixo

Jeff Wilson vive um contentor de três metros quadrados para mostrar que é possível gastar menos. Veja o mini documentário sobre o 'The Dumpster Project'  
ttp://www.sabado.pt//Multimedia/Videos/Mundo/Professor-americano-vive-num-contentor.aspx?id=728921
http://www.sabado.pt//Multimedia/Videos/Mundo/Professor-americano-vive-num-contentor.aspx?id=728921

Jeff Wilson é professor de ciência ambiental na universidade de Tillotson em Huston, nos EUA e um dos fundadores do 'The Dumpster Project'. O objectivo deste projecto, feito em conjunto com estudantes hispânicos e afro-americanos da faculdade, é mostrar que é possível reduzir para 1% os gastos de energia de uma casa americana. Wilson começou a viver no contentor em Fevereiro de 2014.

O projecto passa por três fases: acampar num contentor, sem qualquer conforto; transformar o contentor numa espécie de casa, com um pequeno armário e uma cama e, finalmente, transformar o contentor numa incrível casa sustentável equipada com painéis solares e sistema de poupança de água.

Os contentores podem ter andares que vão sendo acrescentados ao longo do tempo para se tornarem mais confortáveis e para responderem às necessidades de cada família. Além de muito mais ecológicos são mais baratos: por oito mil euros é possível ter uma casa amiga do ambiente com todo o conforto.

Não acredita? Veja o mini documentário com os primeiros 6 meses de Jeff Wilson, já conhecido como o Professor Contentor.

In Sábado, 22/09/2014
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pode ter sido descoberto o maior reservatório de água do mundo

Estudo publicado após descoberta de mineral que confirmou haver muita água no interior da Terra.



Um reservatório de água três vezes maior do que o volume de todos os oceanos do mundo terá sido descoberto debaixo dos Estados Unidos, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira na revista Science. Apesar de não estar na tradicional forma líquida, foram encontrados poços de magma a cerca de 600 quilómetros de profundidade, o que poderá indicar a presença de água.

A descoberta feita por uma equipa liderada pelo geofísico Steve Jacobsen, da Universidade de Northwestern, e pelo sismólogo Brandon Schmandt, da Universidade do Novo México, sugere que a água existente à superfície da Terra pode ter chegado a uma grande profundidade através das placas tectónicas e eventualmente provocar o derretimento parcial das zonas rochosas situadas no manto do planeta, a camada que fica por baixo da crosta superficial.

Steve Jacobsen afirma que esta descoberta pode dar algumas explicações sobre o que acontece dentro da Terra. “Os processos geológicos na superfície terrestre, como os sismos ou as erupções de vulcões, são uma expressão do que se passa no interior da Terra, longe da nossa vista”, começa por explicar o geofísico, citado num comunicado divulgado pela sua universidade.

A resposta pode estar no ringwoodite
Com base nestes dados, os investigadores acreditam que o H2O está armazenado na estrutura molecular de minerais no interior do manto rochoso, na sua própria forma (não líquida, gelada ou em vapor), criada pela pressão e calor que existe debaixo da superfície. No manto rochoso existe o mineral ringwoodite, que tem água na sua composição, o mesmo que, permite inferir a existência de um reservatório de água no manto terrestre equivalente à água de todos os oceanos da Terra.

“O ringwoodite é como uma esponja, absorve a água”, explica Jacobsen, acrescentando que na sua composição existe algo que “atrai o hidrogénio e retém a água”. “Este mineral pode conter muita água sob as condições que existem no manto profundo”. O geofísico sublinha que na investigação em que participou foram “encontradas provas de uma fusão extensiva debaixo da América do Norte nas mesmas profundidades que correspondem à desidratação do ringwoodite”, o mesmo que Jacobsen registou nas suas experiências.
Publicado in Público 13/06/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

México: O edifício que 'come' a poluição


Os especialistas que criaram o projeto dizem que a fachada do novo hospital da Cidade do México tem capacidade para neutralizar os agentes poluentes de até mil veículos por dia.
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México: O edifício que 'come' a poluição
A fachada do edifício é construída com módulos de dióxido de titânio que, segundo os envolvidos no projeto, transforma os agentes poluentes em água e dióxido de carbono.

O arquiteto Josué Basto diz que a fachada tem, ainda, a vantagem de criar sombras dentro do prédio. O prédio refresca-se por si mesmo e, com isso, é possível diminuir o uso do ar condicionado e gerar economizar os gastos da energia elétrica.

Com um custo de quase 15 mil milhões de euros, a secretária do ambiente da Cidade do México, Tany Mueller, diz não ter sido um desperdício, mas sim um investimento. Numa cidade com 20 milhões de habitantes e onde muitas pessoas necessitam de andar com máscaras na rua, devido à poluição, Tany Mueller diz que não fazer nada contra a poluição teria um custo muito maior.

Publicado em Visão Verde a 02/01/2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

Portugal já cumpriu o Protocolo de Quioto

Emissões de CO2 aumentaram 19%, quando podiam ter subido até 27%.

Portugal cumpriu o Protocolo de Quioto, o acordo internacional de 1997 que obrigava os países desenvolvidos a limitarem a libertação de gases com efeito de estufa. Numa trajectória de altos e baixos, o país chegou a 2012 com emissões bem abaixo da meta que lhe cabia, segundo o mais recente inventário que Portugal entregou ao secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e que fecha o primeiro ciclo de Quioto.

As indústrias, automóveis, aterros sanitários, campos agrícolas e outras actividades no país não podiam lançar mais do que 382 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) para o ar, na soma dos cinco anos entre 2008 e 2012. Os valores ficaram, porém, em 362 milhões de toneladas. Se daí for descontado o CO2 que foi absorvido pelas florestas e o efeito das transformações do uso do solo, as contas são ainda mais favoráveis: 283 milhões de toneladas.

O Protocolo de Quioto tinha fixado uma meta de 8% de redução das emissões de CO2 para a União Europeia em 2008-2012, em relação a 1990. Este esforço foi repartido entre os Estados-membros. Com uma economia ainda menos desenvolvida, a Portugal foi permitido que aumentasse em 27% as suas emissões. De acordo com os últimos dados, o aumento ficou-se pelos 19%, sem contar o efeito das florestas.

A evolução das emissões de CO2 no país não foi linear. Subiram vertiginosamente na década de 1990, à medida em que o país se desenvolvia e os portugueses passavam a andar cada vez mais de automóvel. Na última década, foi o contrário: caíram. E nos últimos anos a crise contribuiu ainda mais para a redução das emissões – 12% entre 2008 e 2012.

O sector da electricidade é o que mais contribuiu para redução de emissões. Fruto da crise e da eficiência energética, em 2012 a produção eléctrica foi praticamente igual à de 2005, segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia. Mas as chaminés das centrais térmicas libertaram um terço a menos (-33%) de CO2. Os parques eólicos e as barragens assumiram maior protagonismo.

Na indústria houve também uma queda acentuada. As emissões do uso da energia nas fábricas subiram de 9,6 milhões de toneladas de CO2 em 1990 para 10,6 milhões em 2005. Depois, começaram a cair, chegando a 2012 com 7,4 milhões – menos 30% do que em 2005.

                                                                   Notícia publicada no Público a 10/05/14

Treze cidades portuguesas falham limites de poluição do ar

Estudo global da Organização Mundial de Saúde identifica a Índia como o país com mais cidades com elevada poluição.

Treze das 15 cidades portuguesas incluídas num estudo divulgado esta semana pela Organização Mundial de Saúde (OMS) têm níveis de poluição do ar acima dos limites considerados aceitáveis. Em causa estão as partículas em suspensão no ar, um dos dois poluentes mais preocupantes na Europa, juntamente com o ozono.

A OMS recomenda que a concentração de pequenas partículas, com até 10 milésimos de milímetros de diâmetro e conhecidas pela sigla PM10, não ultrapasse 20 microgramas por metro cúbico de ar, numa média anual.

Duas das cidades portuguesas incluídas numa base de dados global da OMS – Braga e Vila Franca de Xira – estão mesmo sobre o limite. Todas as outras 13 estão acima: Seixal, Paredes, Valongo, Porto, Matosinhos, Funchal, Lisboa, Almada, Vila Nova de Gaia, Setúbal, Barreiro, Faro e Amadora. Os valores variam entre 21 microgramas por metro cúbico na Amadora a 39 no Seixal, segundo os dados da OMS, referentes a 2011.

Para partículas muito finas, de até 2,5 milésimos de milímetro de diâmetro (PM2,5), há dez cidades portuguesas com valores acima do limite médio anual de 10 microgramas por metro cúbico e cinco dentro da fronteira considerada segura (Faro, Amadora, Braga, Vila Franca de Xira e Porto).

As cidades europeias estão entre as que têm menores níveis de poluição na base de dados da OMS. No total, está compilada informação sobre 1600 cidades de 91 países. A Índia sobressai-se: das 124 zonas urbanas com dados, 11 tem um nível de PM10 acima de 200 microgramas por metro cúbico e 49 estão acima de 100. A China, cuja poluição é normalmente mais mediatizada, tem 23 cidades, em 112, com mais de 100 microgramas por metro cúbico e nenhuma com mais de 200.

Das 15 cidades com maiores níveis de PM2,5, dez estão na Índia. A mais poluída de toda a lista é Nova Deli. Em lugar de topo estão também três cidades do Paquistão (Karachi, Peshawar e Rawalpindi), uma no Irão (Khoramabad) e uma no Qatar (Doha).

Segundo a OMS, a poluição do ar matou 3,7 milhões de pessoas em 2012, sobretudo com mais de 60 anos.
                                                                         Notícia publicada no Público a 08/05/14

Conheça o mapa dos principais conflitos ecológicos no mundo


Já existem 993 conflitos ecológicos no mundo. As indústrias do petróleo e da mineração destacam-se pela negativa.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/conheca-o-mapa-dos-principais-conflitos-ecologicos-no-mundo=f780007#ixzz31b4FLT9o


Conheça o mapa dos principais conflitos ecológicos no mundo


Publicado em VISÃO VERDE a 09/05/14

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Área urbanizada do planeta triplicou em 14 anos

Base de dados detalhada da FAO mostra de que forma a superfície terrestre ficou distribuída desde 2000.
Em 14 anos, as áreas de cultivo diminuíram de 15,7% para 12,6%   PASCAL ROSSIGNOL/REUTERS

A superfície terrestre voltou a ser catalogada depois de um levantamento feito em 2000. Catorze anos depois, a versão actualizada é a mais detalhada de sempre sobre a forma como está distribuído o planeta. Conclusão: a área com construção humana triplicou e ocupa agora 0,6% da Terra, enquanto as zonas de cultivo e as cobertas por árvores diminuíram.

A base de dados Global Land Cover SHARE, divulgada pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, reuniu informação sobre toda a superfície terrestre recolhida através de imagens por satélite e da harmonização de definições e padrões internacionalmente aceites para a classificação da superfície terrestre. Até aqui, este processo era complexo, já que eram utilizados dados de países e organizações recolhidos através de processos com diferentes critérios de selecção de informação.

Reunidos os dados, a equipa de Latham classificou as zonas do planeta em 11 categorias — urbana, deserto, corpos de água, vegetação herbácea, manguezais, neve e glaciares, áreas arborizadas, cultivo, pastagens, vegetação escassa e áreas de vegetação arbustiva.

Comparando os dados de 2000 com os recentemente reunidos, o Global Land Cover SHARE concluiu que se, por um lado, as zonas com construções feitas pelo homem ganharam terreno em 14 anos, as áreas de cultivo diminuíram de 15,7% para 12,6%, e a superfície terrestre coberta de árvores perdeu espaço, recuando de 29,4% para 27,7%. À excepção das zonas ocupadas por neve, glaciares e a Antártica (2,7%) todas as outras zonas cresceram e apresentaram novas percentagens no planeta: deserto (15,2%), vegetação herbácea, escassa e arbustiva e pastagens (31,5%), corpos de água e manguezais (2,7%).


John Latham considera que saber de que forma a superfície terrestre é preenchida é “essencial para promover uma gestão sustentável dos recursos” do planeta, nomeadamente a produção agrícola para alimentar uma população em crescimento — actualmente mais de sete mil milhões —, mas também garantir a protecção do ambiente.

Notícia publicada no  Público a 05/05/2014

Artista chinês vende frasco com ar limpo num leilão em Pequim

A Organização Mundial de Saúde já lançou alertas no passado para o nível perigoso de poluição em Pequim JASON LEE/REUTERS

O artista Liang Kegang apresentou em Pequim no final do mês passado uma nova obra. Um pequeno frasco em vidro, com três etiquetas, e no interior aparentemente nada. O trabalho foi a forma de protesto que Liang encontrou contra aquele que é um dos maiores problemas ambientais da capital chinesa: a poluição do ar. No interior do frasco, segundo o artista, estava ar puro, que acabou vendido em leilão.

Liang esteve numa aldeia no Sul de França, no final de Março e a diferença do ar que ali se respirava com a sua natal Pequim era dramática. Tão dramática que decidiu enfrascar uma amostra daquele ar puro num pequeno frasco que trouxe de volta ao seu país. Sobre o vidro do frasco colocou três etiquetas: uma com o nome e coordenadas da aldeia de Forcalquier, onde fechou o frasco; outra que dizia Ar em Provença, França, escrito em francês; e uma com a sua assinatura e a data 29 de Março.